Angelina Jolie

Mas sem partir pra ignorância

Reencontro esperado

31/07/12 00:01
atualizado em 31/07/2012 00:03

Nação faz planos para receber Ronaldinho Gaúcho, que enfrenta o Flamengo

Não bastasse o péssimo momento que vive, o Flamengo terá um reencontro nada agradável no sábado: com Ronaldinho. Para piorar, o craque está em alta com o líder Atlético-MG. Dois meses depois de deixar o Rubro-Negro de maneira conturbada e entrar na Justiça para cobrar R$ 40 milhões por quebra de contrato, o ex-camisa 10 jogará pela primeira vez contra o Fla e terá pela frente uma torcida magoada, que promete ‘infernizar' a sua passagem pelo Rio - é claro que sem violência.

Chamada de "Operação asfixia", a série de protestos contra Ronaldinho promete ser intensa a partir do momento que o jogador chegar à cidade. Membros de várias organizadas vão ‘recepcionar' o craque no aeroporto e farão plantão na porta do hotel. Irão com faixas de protesto e caixas de cerveja. Um grupo planeja contratar prostituas para levar
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No jogo, os ‘ataques' vão continuar. Entre muitas das faixas, estará uma com a frase: "Ronaldinho, o Judas da nova era". Também não está descartado que o Flamengo faça uma promoção de ingressos para levar mais público ao estádio.

A preocupação com a reação da torcida é grande. Assim como fez em 2011, em Porto Alegre, Ronaldinho deve aumentar o número de seguranças que o acompanharão. Já o Atlético-MG não pretende mudar o seu efetivo de segurança e jogou a responsabilidade na PM. "É problema da polícia do Rio. Como em Belo Horizonte é da polícia mineira, que dá todas as condições de segurança aos clubes visitantes", disse o clube, por meio da sua assessoria de imprensa.

Fenômeno já foi alvo de mobilização da torcida

Toda essa mobilização não é novidade para os dois lados. A torcida do Flamengo fez algo parecido com Ronaldo no primeiro jogo dele no Rio pelo Corinthians. Os protestos começaram desde a chegada do Fenômeno. O Maracanã ficou cheio de faixas e cartazes. Até mesmo travestis foram levados para provocar Ronaldo.
Já Ronaldinho sofreu na pele toda a mobilização da torcida do Grêmio no reencontro após ele optar pelo Flamengo. Foi chamado de traíra, viu inúmeras faixas contra ele e foi muito vaiado. Na ocasião, o Rubro-Negro montou um esquema especial de segurança. Sobre os protestos, o craque chegou a declarar, após a derrota por 2 a 0 na época: "Se comparar com a torcida do Flamengo, isso não é muito barulho".

Semana para ajeitar o time

No meio de um turbilhão de problemas desde que assumiu o comando do Flamengo, na quarta-feira passada, Dorival Júnior ganhou uma semana inteira para começar a dar a sua cara ao time e melhorar após um empate e uma goleada sofrida. No primeiro dia de atividade, ontem, todos os jogadores foram a campo e trabalharam por mais de uma hora, um dia depois de jogarem em São Paulo, sem direito ao treino regenerativo. O objetivo é não perder tempo para acertar o quanto antes.

‘Assumo que errei'

Pressionado pela sombra de Felipe desde a chegada do novo treinador, Paulo Victor não fugiu da responsabilidade e admitiu que falhou no segundo gol do São Paulo na goleada por 4 a 1. Autor de boas defesas, que evitaram um vexame maior, o goleiro sabe que será lembrado pelos gols que sofreu. "Quando a bola entra, o culpado é o goleiro sempre. Assumo que errei no segundo gol, sou ser humano, acontece com qualquer um. Eu tenho que ter consciência. Só erra quem joga", afirmou.

 



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