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Sai do chão, sai do chão, a torcida do Mengão!

‘Quero muito ganhar títulos’

André Mourão
27/01/12 01:53
atualizado em 27/01/2012 02:26

Remédio para a crise rubro-negra, Vagner Love desembarca no Rio sonhando em ser campeão pela primeira vez no clube do coração e nem liga por perder a camisa 9

O Artilheiro do Amor chegou ao Rio para retomar a paixão e reatar o casamento com o Mengão. Com tranças ainda na cor azul - o que ele tratou de corrigir ontem mesmo -, mas já com o Manto Sagrado, Vagner Love desembarcou no Galeão pouco depois das 7h, e o sorriso estampado no rosto deixava claro que o cansaço causado pelo longo voo desde a Rússia pouco importava. O primeiro reforço de peso do Fla para a temporada foi recebido com a atenção dispensada a um grande ídolo pela presidente Patrícia Amorim.

"É a melhor sensação do mundo. Era uma vontade minha e do Flamengo. O desejo das duas partes foi fundamental. Estou muito feliz por isso estar acontecendo", vibrou Love, que retoma o caso de amor com a Nação depois de uma separação de dois anos.

Ao chegar ao saguão do Aeroporto do Galeão, com Patrícia e o vice de finanças Michel Levy, Love foi saudado por cerca de 20 torcedores que acordaram cedo para recebê-lo. A felicidade era tanta que o artilheiro disse não se importar por perder a camisa 9, que hoje está com Deivid: "Quero jogar com a camisa do Flamengo, não importa o número".

Comprado ao CSKA Moscou por R$ 22,8 milhões, Love assinou contrato até dezembro de 2014 e é considerado o remédio perfeito para curar a crise rubro-negra. "Quero muito fazer história no Flamengo, ganhar títulos e dar muitas alegrias ao torcedor, que sempre esteve do meu lado", prometeu o atacante, que ficou no clube apenas seis meses em sua primeira passagem, em 2010, e nunca foi campeão pelo Fla.

Nas redes sociais, o dia foi de comemoração para os rubro-negros. Na página oficial no Facebook, a Nação espalhou a frase: "Quem tem Love não precisa de Thiago Neves. Só veste o Manto quem é rubro-negro". No Twitter, a hastag ‘#Love9' ficou entre os assuntos mais comentados.

‘Vai deixar nosso time mais forte'

Os jogadores do Mengão voltaram ao Rio ontem comemorando a chegada do Artilheiro do Amor. "Vai deixar nosso time ainda mais forte", afirmou o goleiro Felipe.

O lateral Léo Moura contou que o grupo recebeu a notícia, dada pelo próprio Love, ainda na Bolívia, através de um torpedo de celular: "Antes do jogo com o Potosí, ele mandou um recado e depois avisou que estava tudo certo".

Michel Levy, que foi à Rússia com Love, agradeceu o empenho do atacante: "O mais importante foi a vontade do jogador. Ele foi decisivo".

O caso curioso ficou por conta de Matheus Borges, 17 anos, que madrugou no Galeão, com a camisa do Botafogo. "Vim recepcionar o Love e desejar tudo de ruim. Não gosto do Flamengo. Esse ano só vai dar Fogão", disse o ‘secador'.

Até Patrícia Amorim adere à trança vermelha

Mal saiu do Aeroporto do Galeão, Vagner Love já foi cuidar de uma coisa importante: as suas características trancinhas, que costumam ser da cor do clube que está defendendo. Durante sua primeira passagem pela Gávea, em 2010, o jogador trocou as madeixas verdes dos seus tempos de Palmeiras pelas vermelhas. Mas no meio do ano, ao voltar para o CSKA, adotou as azuis, cor do time russo. De volta ao Flamengo, ele tratou logo de ‘fazer a cabeça'. E influenciou até Patricia Amorim.

A transformação - feita na casa do craque pela cabeleireira Marilena Souza, que cuida do cabelo de Love há anos - levou duas horas. Pouco depois, o jogador já desfilava com sua noiva, Luciene, pelas ruas da Barra, exibindo o novo visual.

Patricia Amorim, que acompanhou a transformação de Vagner Love, ficou animada e também se entregou às mãos de Marilena. A presidente fez uma única trança vermelha na cabeça. Antes, ela e o vice de finanças Michel Levy comemoraram com Love no quintal da casa do craque. O trio ensaiou até uma dancinha meio desengonçada, enquanto a noiva do jogador gargalhava. Depois, o artilheiro festejou em família, com a irmã Vânia Love, que vestiu uma camisa comemorativa pelo retorno à Gávea.

 

Prendeu 3, pediu música


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