Caso Juan
PMs vão a júri popular
atualizado em 27/07/2012 23:17
Quatro policiais militares acusados da morte do menino Juan de Moraes, 11 anos, e Igor de Souza Afonso, 19, vão a júri popular por decisão do juiz da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Márcio Alexandre Pacheco da Silva. O magistrado decidiu ainda que Isaías Souza do Carmo, Ediberto Barros Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva vão continuar presos para garantir o andamento do processo.
O crime aconteceu em 20 de junho do ano passado, durante ação policial na Favela Danon, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O corpo de Juan só foi encontrado dez dias depois. Os PMs foram denunciados pelo Ministério Público por dois homicídios duplamente qualificados, de Juan e Igor, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, e duas tentativas de homicídio duplamente qualificado, do irmão de Juan e de outro jovem.
Na decisão, o juiz argumentou que há indícios suficientes da participação do grupo. Márcio Alexandre ressaltou que há provas no processo, como testemunhais das outras duas vítimas baleadas na ação, gravações telefônicas e o GPS mostrando a posição das viaturas da PM na hora do crime, conforme apontou investigação da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).
Reclamou dos advogados
O magistrado repudiou ainda a estratégia da defesa de querer retirá-lo do caso. "O juramento que fiz como magistrado em minha posse foi no sentido de jamais me afastar de minha consciência e disso não abro mão, sob pena de deixar de ser juiz", escreveu o juiz Márcio Alexandre no processo de decisão.





