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Operação 'Militia'

Milicianos no xilindró

10/02/12 01:22
atualizado em 10/02/2012 01:24

Sargento dos Bombeiros acusado de chefiar a quadrilha dirigia carro para deputado

O sargento do Corpo de Bombeiro Gilson da Silva, o Gilson Bombeiro, foi preso ontem em Campos Elíseos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, acusado de integrar milícia que atua nas localidades Pilar, Pantanal e Vila São José. Apontado como o líder da quadrilha, Gilson era até ontem de manhã motorista do gabinete do deputado estadual Geraldo Moreira (PTN), que o exonerou ao saber das acusações contra ele. Outros quatro suspeitos também capturados durante a Operação Militia, deflagrada por policiais da 60ª (Campos Elíseos).

O objetivo da ação era cumprir sete mandados de prisão e 16 de busca e apreensão. Entre os detidos estão Caio Gálatas Barreto de Oliveira; Luciano da Silva Moraes, conhecido como X-tudo, e Cidnei Hipólito do Nascimento, o Mineiro. Os agentes também prenderam em flagrante Reginaldo Conceição de Jesus, que portava um revólver 38, com numeração raspada. Três acusados de integrar a milícia estão foragidos.

Vítima denunciou

Segundo o delegado Robson da Costa, titular da 60ª DP, o bando é investigado por pelos menos 14 crimes, entre eles homicídio, ameaça, furto, extorsão, furto e adulteração de combustível e invasão de imóveis. "Eles invadiam as casas de moradores que tinham residência fixa e os expulsavam para depois vender o imóvel", afirmou o delegado, que disse só ter sido possível chegar até os milicianos após uma vítima registrar queixa. "As investigações duraram cinco meses. Um morador que perdeu a casa para o grupo e depois comprou o imóvel novamente por um valor mais alto procurou a delegacia".

Os policiais também apreenderam uma espingarda e R$ 1 mil com Gilson Bombeiro, além de R$ 5 mil com Caio. Um ‘kit maldade', que incluía tacos de beisebol e outros instrumentos, foi apreendido na operação.

Corporação vai investigar

O Corpo de Bombeiros, através da assessoria de imprensa, informou que vai apurar as circunstâncias da prisão de Gilson da Silva e, caso seja comprovada a sua participação na milícia, ele poderá ser expulso. Quanto à nomeação para o gabinete do deputado Geraldo Moreira, a assessoria explicou que o militar pode trabalhar na área política, mas fica sem exercer a função de bombeiro.

Segundo o deputado, Gilson Bombeiro tinha o cargo de assessor parlamentar, mas trabalhava como motorista em seu gabinete, e foi exonerado porque não poderia ser mantido no cargo tendo contra si uma investigação policial. "Eu procurei exonerá-lo hoje (ontem) pela manhã porque apareceu uma suspeita e não posso manter ninguém que esteja sendo investigado. Mas caso seja provada a inocência vou ver se consigo trazer o Gilson de volta, porque ele sempre foi um excelente funcionário", frisou Moreira.

 

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