Prisão longe do Rio
FB vai ficar em Mossoró
atualizado em 31/01/2012 03:08
Fabiano Atanázio da Silva, o FB, vai seguir o mesmo destino de outros chefões do tráfico do Rio. O bandidão também cumprirá prisão fora do estado. Ele e seu comparsa, Luís Claudio Serrat Correa, o Claudinho CL, devem ser transferidos ainda hoje para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
A autorização para transferência foi dada no fim da tarde de ontem pelo Tribunal de Justiça (TJ), que atendeu a pedido feito pela Secretaria de Segurança Pública. De acordo com o TJ, 76 criminosos de alta periculosidade do Rio cumprem pena em penitenciárias de outros estados do país.
Ainda segundo nota do Tribunal, os presos devem seguir para Mossoró em voo comercial. Até o fim da noite de ontem, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informava não ter sido comunicada oficialmente sobre a transferência da dupla, que está em Bangu 1, no Complexo de Gericinó.
Os dois criminosos foram capturados sexta-feira à noite, em uma casa de luxo em Campos do Jordão, em São Paulo, onde se passavam por turistas bem-sucedidos. Segundo a polícia, o imóvel teria sido alugado por R$ 18 mil por Elton Leonel Runich da Silva, que foi preso na mesma ocasião porque tinha mandados pendentes.
FB ainda tentou escapar da prisão, pulando o muro da mansão, mas foi impedido por policiais que cercavam a casa. Rendido, ele reclamou: ‘Poxa, vocês poderiam pelo menos ter me deixado passear no teleférico".
Amigos há 20 anos e compadres, FB e CL estão na mesma galeria da penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu 1), mas em celas individuais. Eles estão sendo mantidos em regime de isolamento.
Confusão na Civil
A prisão dos criminosos gerou uma ‘saia justa' na Polícia Civil. A corregedoria da instituição vai investigar as circunstâncias de procedimento da 63ª DP (Japeri), que ontem tentou cumprir três mandados de prisão contra Claudinho CL. Os três registros de cumprimento, referentes à processos das varas criminais de Bangu e da 29ª da Capital, além da Vara de Execuções Penais, chegaram enviados pela 63ª DP à Polinter, mas foram cancelados a pedido da chefe de Polícia, Martha Rocha.







