Momento marcante
Emoção na Sapucaí
atualizado em 21/02/2012 04:20
Nem o luxo, nem o estilo grandioso. No enredo que a Beija-Flor levou para a Avenida sobre o Maranhão, o ponto mais emocionante foi a homenagem feita pela escola de Nilópolis ao carnavalesco Joãosinho Trinta, que morreu em dezembro. Foi o tributo que levantou as arquibancadas e arrancou gritos de "É campeã!" do público.
O carro de Joãosinho encerrou o desfile, roubando a cena. A Azul e Branca usou o que parecia ser uma das criações mais polêmicas do carnavalesco, o Cristo Mendigo, do enredo Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia, de 1989. Uma imagem de braços abertos e coberta com um plástico preto entrou no Sambódromo. Mas quando o plástico foi retirado, o que apareceu foi o maranhense ilustre e gênio do Carnaval, que comandou a Beija-Flor durante 15 anos. A homenagem levou a galera ao delírio.
Para apresentar o enredo São Luís - O Poema Encantado do Maranhão, a Beija-Flor recorreu à forte herança étnica e cultural do estado. Não faltou o bumba meu boi nem a maranhense - e mangueirense - Alcione. Com seis títulos somente neste século, a Azul e Branca de Nilópolis levou para a Avenida seu estilo luxuoso e refinado.
Erros podem prejudicar
Pequenos erros podem prejudicar a Beija-Flor, campeã do Carnaval de 2011, na briga pelo título. Com uma serpente gigante, a comissão de frente, comandada pela primeira vez pelo premiado Fábio de Mello, cometeu o pecado de não se apresentar no início do desfile, em frente ao Setor 3.
Diante da demora das apresentações para os jurados, componentes e alegorias tiveram que acelerar o passo em seguida, comprometendo a evolução da Beija-Flor. Mesmo assim, sempre dando um show de ‘chão', com a comunidade dançando e cantando o samba, a escola acabou arrancando gritos de "É campeã!" ao chegar à Praça da Apoteose.
Anísio nem ouviu a escola
Preso e internado sob escolta policial num hospital, o patrono da Beija-Flor, Aniz Abraão David, o Anísio, nem ouviu a escola. "Ele passou por cirurgia para lavagem do ouvido", contou o deputado federal Simão Sessim, que substituiu o primo Anísio na Avenida.
Na Sapucaí, as atenções da Corregedoria da Polícia Civil estiveram voltadas para a Grande Rio, do foragido Yuri Soares e do contraventor Hélio Ribeiro de Oliveira, o Helinho, solto graças a habeas corpus. "É uma escola que tem histórico de empregar policiais. Levamos para a Avenida 10 homens", disse o corregedor Gilson Emiliano. A Corregedoria infiltrou policiais na Sapucaí em busca de bicheiros foragidos e policiais a serviço de bicheiros.







