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Chefão da Rocinha fica pluto da vida e mata o Pateta

17/02/12 01:10
atualizado em 16/02/2012 23:11

Mesmo no xilindró, Nem ordena a execução do seu antigo parceiro, que queria ficar no seu lugar

Apontado como braço-direito do ex-chefão da Rocinha - Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, que cumpre pena em presídio federal de Campo Grande (MS) -, Thiago Schimmer Cáceres, o Pateta, foi encontrado morto quarta-feira, em São Conrado. Uma das principais hipóteses para o crime seria a disputa pelo controle da venda de drogas na comunidade, pacificada pela polícia há três meses.

A polícia, no entanto, diz que ainda não tem uma linha de investigação definida, mas moradores contam que a morte pode ter tido o aval de Nem.

Outro comparsa de Pateta, Rodrigo Tavares de Paula, o Rodrigo PQD, também foi encontrado morto ao lado dele, na Estrada das Canoas. Pateta teria sido atingido por pelo menos dois tiros. Há informações de que o crime pode ter sido praticado por Amaro Pereira da Silva, o Neto, que foi gerente de boca de fumo da Rocinha e segurança de Nem. Ele teria sido escolhido para substituir o chefão, mas encontrou resistência por parte de Pateta, que também foi gerente do pó na favela.

Além de um dos homens de confiança de Nem, Pateta era tido como um dos seus melhores amigos. Os dois estavam sempre juntos e foi por ele que o chefão da Rocinha chamou quando passou mal e foi parar na UPA da favela, após consumir drogas e álcool em uma festa de despedida da comunidade em outubro, pouco antes da ocupação pela polícia.

Pateta também foi identificado como um dos criminosos que fugiu em uma van após trocar tiros com a polícia e invadir o Hotel Intercontinental, em São Conrado, onde mais de 30 pessoas foram feitas reféns.

 

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