Segundo dia do Grupo Especial
Aplausos e problemas
atualizado em 21/02/2012 04:18
A batalha entre o dragão que engole princesas e trovadores cangaceiros foi a comissão de frente arrebatadora que o Salgueiro trouxe para apresentar seu enredo sobre literatura de cordel. Bailarinas da Vermelha e Branca, a terceira escola a entrar na Avenida ontem, confundiam-se com bonecas e ganharam o público. Antes, a União da Ilha impressionou com luxo e alegorias caprichadas. O segundo dia de desfiles do Grupo Especial, que começou com a São Clemente cantando os grandes musicais, teve ainda Mangueira, Unidos da Tijuca e Grande Rio.
O Salgueiro encontrou dificuldades com as alegorias grandes na Avenida, causando vazios na concentração: abre-alas e terceiro carro demoraram a entrar, o que deve custar alguns décimos de ponto. Já a bateria foi uma das atrações da escola da Tijuca, com 280 ritmistas fazendo mix de samba com xote, xaxado e baião. A Rainha da Bateria, Viviane Araújo, representou o ouro do Nordeste, com uma fantasia avaliada em R$ 250 mil, que tinha 1.110 penas de faisão e cristais.
Na Ilha, uma das atrações foi a ala coreografada ‘guarda montada', com os integrantes usando fantasias de 30 quilos. O grupo veio logo atrás da comissão de frente, em que o gari Renato Sorriso, de Rei do Carnaval, conduzia a Rainha da Inglaterra. O problema foi o último carro: o telão que simularia a imagem de uma tocha olímpica não acendeu.
Ao completar 50 anos, a São Clemente, com o enredo Uma Aventura Musical na Sapucaí, retratou os grandes musicais. O abre-alas da escola de Botafogo representava o clássico "O Fantasma da Ópera", grandioso e com belos efeitos de luz.
Teve tapa-sexo pequenininho
Colunista de Carnaval do MEIA HORA, Kiko Alves voltou a ousar ontem na Avenida: ele desfilou ao lado da dançarina da Gaiola das Popozudas Jéssica Pimentinha, que estreou ontem na Sapucaí como musa da Ilha. Para garantir, a gata usou dois tapa-sexos, um de quatro centímetros, fixado com cola instantânea, e outro por cima com 5cm. "Sempre fui conhecido como o ‘pai do tapa-sexo', mas em 2008 fiz um que entrou para a história do Carnaval como o menor de todos, com 3,5cm, para a Viviane Castro, e disseram que o acessório caiu e ela ficou nua, o que não aconteceu. Foi uma injustiça. Resolvi parar de desfilar, aí voltei esse ano e, para garantir, botei dois tapa-sexos na Jéssica", disse Kiko.
A dançarina aprovou o acessório. "Foi uma estreia ótima, e o tapa-sexo não machucou nada. Só que agora vou ficar de molho na hidromassagem até sair a cola", riu Jéssica.







